sábado, 18 de agosto de 2018

Puella Magi Madoka Magica (mangá)

Olá, como vai?

Bem, como de praxe, sumo e apareço. 
Estive com problemas pessoais, e honestamente, bastante perdido quanto a que fazer da minha vida.
Creio que todos, ou ao menos a maior parte das pessoas passa por isso, mesmo que uma única vez.
Não sabemos como, porquê ou para onde ir.

Felizmente, com apoio de pessoas que se importam comigo, mas principalmente, com meu próprio apoio - tenho me reerguido lentamente, ganhando motivação e tentando seguir de "cabeça erguida".

Se você, que lê este meu post, está passando por maus momentos (não importa a intensidade ou forma que se desdobram), desejo determinação para passar por isso. Nem todos somos fortes para resolvermos coisas sozinhos. Na verdade, digo por experiência própria, que a tentativa de solucionar tudo, absolutamente sozinho, é pura tolice. 
Não tenha medo em partilhar seus problemas, mesmo que seja apenas uma parte superficial deles. E confie nas pessoas que tentam te ajudar, por mais ineficazes ou distantes que sejam as soluções propostas. Mostre seu lado, explique a situação. Conheça seus limites e desejos.

Enfim, desculpem essa introdução longa e paralela ao tema do post.


Hoje venho falar de um dos meus mangás favoritos dentro da demografia shoujo e do sub-gênero de Mahou Shoujo.

Antes, uma breve explicação-> shoujo = mangás voltados para o público feminino jovem (13-20 anos). São o oposto dos mangás shounen (mangás voltados para o público masculino jovem). 
Em outras palavras, mangás shoujo são histórias com temáticas atrativa para as adolescentes japonesas, com variados temas, mas normalmente recheadas de romance e comédia passiva.

Mahou Shoujo são obras cuja história foca em garotas com poderes mágicos (Mahou Shoujo significa, literalmente, Garoto Mágica) e as situações por elas vividas (cotidiano - geralmente escolar - e a forma que conciliam isso com o combate a algum inimigo sobrenatural).

Meu primeiro contato com esse sub-gênero, foi ainda criança. Com uns 5-7 anos, costumava assistir Sakura Cards Captor e raras vezes Sailor Moon na TV.

Enfim, anos mais tarde (óbvio), me deparei com um anime que vinha fazendo um certo "barulho" na internet, principalmente no facebook, lá em 2014. Tratava-se de "Madoka Magica".
E é meio sobre ele que venho falar. Digo meio, pois não é sobre o anime que relatarei, e sim o mangá dele.

Primeiro volume do mangá.
Puella Magi Madoka Magica (Puella Magi = garota mágica em latim; um título alternativo em japonês é Mahou Shoujo Madoka Magica, com mesmo significado) é um mangá cujo pano de história é bastante óbvio, garotas mágicas!

Madoka Magica nasceu como uma Light-Novel (romance japonês), ganhando adaptações para anime e mangá. Tanto a história original, como vários spin-offs lançadas, contando de linhas do tempo paralelas, histórias complementares, etc.

O mangá foi lançado pouco depois de 1 mês de lançamento do anime, e encerrado no mesmo dia (12 de fevereiro de 2011 - 21 de abril de 2011). Sendo os dois primeiros volumes quase iguais ao equivalente do anime, e o terceiro com uma liberdade maior, mas ainda fiel à obra original.

Após ver o anime em 2014, descobri meses mais tarde a publicação do mangá aqui nas nossas terras, e na primeira oportunidade que tive, comprei os três volumes para ler. Acho que em 2015...
Nos últimos meses, tentando me reconectar comigo mesmo, resolvi reler certas obras literárias de meu gosto, mas que não tinha um contato direto fazia tempo. E uma delas, foi Madoka.


Agora, sobre o que é a história? 


Como o título sugere, é sobre garotas mágicas. haha
Mas especificamente: a maioria dos eventos catastróficos do mundo (suicídios, chacinas, acidentes naturais ou de impacto humano, fome, desentendimentos, etc) são causados por criaturas conhecidas como "Bruxas" (ou Witchs). 

Para evitar que esses eventos ocorrem, temos as Garotas Mágicas (parando para pensar, é possível traçar um paralelo ocidental com as Meninas Super Poderosas ).

Contudo, de onde elas surgem?
Existe uma criatura alcunhada "Kyubey". 

Uma fofura, não é? Hehe...

Garotas em idade escolar, pode formar um contrato com ele.
Basicamente, funciona assim: Kyubey concede um desejo (qualquer um) para a jovem, e em troca ela será uma Garota Mágica, que apoia a luta contra as Bruxas.

Quando se torna uma Garota Mágica, lhe são concedidas habilidades únicas (roupa, ferramenta de combate, magias, etc) baseadas em coisas como sua personalidade, desejo e ambições paralelas - suas particularidades. Obviamente, aquelas com uma determinação maior, obtém habilidades mais complexas e um leque de possibilidades amplíssimo.

Esse é o TEMA da história, porque, a história em si: Madoka Kaname é uma garota comum e muito ingênua, no entanto com forte desejo de fazer algo grande e poder ajudar as pessoas.
Quando Homura Akemi se transfere para sua classe, Madoka junto de Sayaka Miki (sua amiga), acabam descobrindo a existência das garotas mágicas, ao acidentalmente...verem Homura tentando matar Kyubey!

Para impedir a morte da criatura, aparece outra garota mágica, a Mami Tomoe (uma veterana imperceptível de sua escola). Homura decidi se retirar, e a partir daí surge uma amizade entre Mami e suas calouras.


Mami começa a explicar para suas aprendizes o que é uma garota mágica e o que elas fazem (nota, nenhuma das duas havia feito contrato para se torna uma ainda, apenas estavam conhecendo a situação).

Bem, devem estar se perguntando. Por que Madoka fez o tal "barulho" que eu citei?

Simples, por ter feito uma REVOLUÇÃO no seu nicho. 

Por cima, nos primeiros capítulos, pode parecer algo muito simples.
Com o tempo, o leitor percebe não ser de fato assim. As coisas são bem mais profundas e complexas do que parecem.

Ao matar uma bruxa, a vencedora do embate é recompensada com "Grief Seed", uma espécie de essência mágica que elas exalam. 
Sempre após usar seus poderes, a "Soul Gem" de uma Garota Mágica perde um pouco de seu brilho (ou seja, força mágica). A Soul Gem é literalmente o que diz, uma joia onde a energia mágica da garota está conservada, é de lá que seus poderes saem.
Daí vê-se que a Grief Seed é o contrário das Soul Gems. Contudo, ambas exalam energia mágica, que é purificada e reaproveitada por uma Mahou Shoujo para recuperar sua capacidade vital, a luz de sua Soul Gem.


Para uma Bruxa nascer, primeiro ela toma uma forma mais branda (Familiar). Ao drenar 4 ou 5 pessoas, se transforma em uma Bruxa. Familiares não possuem  Grief Seeds, logo, derrotar um apenas serve como gasto de energia.
Esse é um dos pontos onde vemos a obscuridade da obra.

As Bruxas sempre existirão, pois os desejos corruptos sempre existem. Elas alimentam essas vontades, inclinam que coisas ruins ocorram, vezes sendo a origem direta ou não. 
Se sempre existirem, uma Mahou Shoujo para as combater também deve existir. 

Porém, para ter energia necessária para derrotar uma Bruxa, é necessário Grief Seeds para recompor a Soul Gem.
Para existirem Grief Seeds, Familiares devem se alimentar da vida de pessoas.

É uma cadeia alimentar; atemporal, cíclica e interminável.

Madoka cada vez mais vê isso, e seus desejos de ser uma Garota Mágica que combate o mal se tornam confusos. A causa e resultado eram os mesmos. Seu desejo era combater o caos (causa para aceitar o contrato) e o resultado, a obrigação do contrato, é a mesma coisa que o desejo - pois é isso que garotas mágicas fazem.

A vida de uma Garota Mágica não é nada fácil. As obrigações do ofício, descobertas.
Ver como o seu desejo impacta seu psicológico e a luta contra as bruxas (acreditem, são coisas bem ligadas).


Suportar a culpa de não conseguir salvar uma sequer vida ou de saber que vidas são perdidas para que outras sejam salvas (inclusive esse é um conceito que pretendo abordar no futuro aqui no blog, "O que é ser heroico?" fica um spoiler de um post beeem futuro haha).

 

Difícil abordar sem spoilers o porquê da densidade psicológica dessa obra, que é bem curta, por sinal.  12 episódios/3 volumes de mangá e 1 de novel (claro, temos vários spin-offs, contudo são obras a parte).


Conforme a leitura ocorre, a ideia pura das Garotas que lutam pelo mal com roupas coloridas, vestidinhos cheios de babados e detalhes bem no "kawaii desu" japonês dos Mahou Shoujo, se torna algo corrompido, sujo e egoísta. A luta pelas bruxas é puramente natural e por partido pessoal.
Diversos segredos são ocultados. Muito sofrimento surge como produto disso tudo. 

Até o momento que a verdade vem à tona...O que realmente são as Bruxas? Como surgem?

(E claro...por que Homura é tão hesitante quanto a seguir Kyubey e ter seu estilo bastante pessoal e frio de combate, mas sempre querendo "proteger" a Madoka?)



Madoka Magica é um mangá sensacional, que recomendo para todos. Além de ser uma quebra de paradigma nos mangás voltado para o público feminino, é uma ótima entrada do público de leitura masculino no "mercado" de mangás shoujo. Se o contrário (muitas garotas leem/assistem shoujo) ocorre, não vejo problemas, certo? Todos temos nossos preconceitos, porém é sempre bom quebrar alguns, pois eventualmente percebe-se o que é perdido por causa de pensamento muito bobos.




Enfim, indo as notas -

Ambientação: 8,0
Arte Visual: 7,4
Conceitos: 10,0
Construção de Personagens: 8,6
Enredo: 9,0
Personagens: 8,0

Nota Geral: 8,5




Enfim, fico por aqui!  Prometo que nos próximos dias trarei mais um post para o blog :)
Espero que tenham gostado, comentem e divulguem o blog para os amigos, pois isso me ajuda muito!

Abraço!

P.S.: Algo relacionado ao início do post, uma foto que tirei enquanto relia Madoka.
(Capitulo 12 [Fim]/página 44).

sábado, 9 de junho de 2018

Bloodborne - Uma Caçada Amaldiçoada

Olá! Tudo bom com vocês?

Bem, estou de volta com mais um post aqui no Leigan!

Se me perguntassem: "Arthur, qual foi o jogo mais envolvente que jogou em 2017?".
A resposta, sem dúvidas ou prolongamentos: "Bloodborne!".

Joguei coisas boas ano passado, mas esse foi uma jornada sensacional, sem dúvidas um jogo genial!


Sem um motivo claro, eu tinha um preconceito com os jogos da série Souls, mas após ler sobre eles em posts do Overdrive, larguei isso e em poucos meses comprei minha cópia de Bloodborne para iniciar-me nesse universo.

Cara, admito que de início, o jogo já me conquistou (mesmo estando com muita expectativa e ao mesmo tempo com medo por já me supor horrível nele).

Uma ambientação incrível, não só os gráficos, mas um cenário belíssimo! E a dificuldade natural dos eventos... o jogo já te bota no começo para enfrentar uma criatura bem mais forte, mesmo que enfraquecida. Ao passar por ela, podemos explorar o primeiro mapa do jogo, a Central Yharnam!


O jogo não te guia, existem poucas dicas no início, mas apenas para funcionar como funcionam coisas simples (que botão ataca, como curar, esquivar, etc). Estratégias de batalha, para onde ir, o que fazer, como fazer... Aprenda a se virar, não tem ajuda aqui.

A maior parte dos jogadores acaba deixando o jogo de lado aqui no começo mesmo, principalmente porque existe uma parte da área inicial com uma horda de inimigos bastante ofensiva.
Mas com o tempo, o jogador acaba pegando os "macetes", aprende a analisar os inimigos (que possuem uma IA extremamente bem programada) - seus padrões de ataques, movimentos, etc.

Se o jogador não se frustrar e largar o jogo aí estressado, uma hora passa e chega ao que muitos enfrentam como primeiro boss. Eu fiquei 4 horas tentando chegar nele, pois não sabia como curar haha.

Não é um boss obrigatório, contudo o primeiro que a maioria enfrenta.
Nas primeiras tentativas, é quase impossível. Com o tempo, o jogador aprende o que o boss faz, podendo assim desviar de qualquer ofensiva e atacar quando é conveniente e lógico. Bloodborne não é sobre socar igual doente, mas sim montar estratégias para vencer.

O jogo em si é muito frustrante, não tem como dizer que não. Quem fala que é fácil, está querendo inflar o ego. Não é o jogo mais difícil, porque ele é justo. A dificuldade aqui é 'driblavel'. 

Eu era horrível a primeira vez que joguei, me frustrava muito, porém tentava continuar avançando sozinho. O jogo permite invocar um amigo (ou um desconhecido) para ajudar a explorar os mapas e enfrentar bosses. 

Admito que cheguei a enfrentar 4 ou 5 bosses da campanha (acho que o total são 19...) com invocações de amigos e pelo menos 1 ou 2 invoquei um NPC, a dificuldade cai um pouco, mas não desfaz o mérito que eu tive com todo o restante, além de ser uma boa forma de se aprender, observando como os outros jogam sem ter de apelar para tutoriais (e não culpo quem o faz!).

Enfim, com todo o desgaste emocional que uma área e seu(s) boss(es) podem te dar, ao concluir aquela parte do jogo, a sensação de vitória é um prazer imenso! Tiveram bosses que meu coração quase saiu da boca, sabe? Ainda mais com mudanças de fases, tornando-os mais complicados...somados de uma ambientação sonora espetacular!

Um exemplo, a trilha sonora do boss que coloquei a imagem a cima, a Fera Clerical:


Bloodborne é sobre uma jornada de evolução do jogador, não só em habilidade, como espírito.
Usando as palavras do autor do Overdrive: "É uma jornada espiritual que nem todos estão dispostos a fazer".

Demorei para terminar Bloodborne a primeira vez, comprei em fevereiro do ano passado e só fui terminar por volta de setembro ou agosto. Parei inúmeras vezes por frustração, já tive até ataques de fúria com o jogo (depois de zerá-lo, nunca mais tive isso haha, meu controle de raiva melhorou mais do que eu achava possível). Sabe, valeu a pena cada momento.

Você realmente se sente na pele do caçador, em uma cidade desconhecida, com mistérios ocorrendo. Um estrangeiro em um mundo bizarro, aterrorizante e desconfortável.
Não é a toa que foi inspirado nos mitos de Lovecraft, 

Cada parte da aventura é memorável. Além da campanha principal, existe a DLC dos Antigos Caçadores (apesar de ter um preço salgado, vale muito a pena!)

Bosses muito desafiadores, mas sensacionais, com as OSTs mais lindas do jogo!
Bem mais difícil que a campanha normal, apesar de curta. Ajuda a sanar dúvidas sobre a lore/história do jogo (não mencionei ainda, no entanto a história nesse jogo é contado por meio de uma lore - tal como Dark Souls - através de menus de itens, pelo cenário, músicas, diálogos com os poucos npcs, localização e o que são os bosses, etc), trazendo muito desafio e uma atmosfera satisfatória!

Há também a "campanha" dos cálices, um complemento que funciona como uma história paralela ao jogo principal, tumbas/labirintos que você explora procurando por itens raros, versões mais fortes de bosses, bosses especiais e para compreender mais ainda a lore do jogo. Particularmente, não sou muito fã das Masmorras de Cálice, mas fiz os principais para chegar ao final, e foi divertido! Aqui é o melhor lugar para farmar bons itens e ter um ótimo co-op!




Bloodborne pode parecer impossível no início, ainda mais para os jogadores bem casuais ou desacostumados com o jogo... mas é um jogo que considero obrigatório para quem ama jogar!
Eu passei muito aperto, era péssimo no iníco, porém com o tempo peguei o jeito e consegue inclusive a O Troféu de Platina* (não ligo muito para isso, mas eu fui jogando e quando notei tinha quase todos os troféus, então resolvi pegar os 3 ou 4 que faltavam!). 

Não só isso, como terminei o jogo três vezes (sendo uma com um personagem novo, e a outro com o antigo, - refazendo o jogo em um ng+, com os itens que já tinha e mais difícil - demorei um mês e meio, mais ou menos, sendo que joguei com os dois simultaneamente)!

E ainda caminho para uma quarta/quinta, pois jogo de vez em quando e devo ter uns 50%~ feito em dois dos meus saves. Isso que jogo só de vez em quando hehe.

* = troféu obtido ao se obter todos os demais no jogo.

O jogo possui três finais, sendo necessário fazer ambos para se obter a platina. Cada um revela um pouco do contexto do jogo, havendo um final ruim, um bom e o verdadeiro [definitivo]. Não direi o que cada um significa, apenas que alguns podem se decepcionar com o verdadeiro por não terem procurado entender a história do jogo. Por isso, leiam a lore e tentam sacar o que ocorre, mesmo que seja necessário consultar vídeos (pois aí nem tutorial é haha)!



Enfim, para mim Bloodborne é um jogo exemplar e que cumpriu seu objetivo, talvez mais que isso.
Uma prova de que o Miyazaki é um gênio dos jogos e merece ser eternalizado nesse campo!

Por mais que as coisas pareçam duras e impossíveis, nunca desista!

Bem, pessoal, fico por aqui. Espero que tenham gostado...

Um abraço!







terça-feira, 15 de maio de 2018

Resenha: The Enigma of Amigara Fault

Olá pessoal. Dessa vez, por incrível que pareça...não faz um tempo que não nos vemos, não é? Haha. 

//Esteja ciente que existem spoilers, já que retratarei uma obra curtíssima, mas acho que mesmo assim é necessário sua leitura para tirar as próprias conclusões.

Gostaria antes de tudo pedir desculpas pela longa introdução que nada tem a ver com o post, foi apenas algo que decidi pôr aqui (até por ser uma análise mais curta). Sintam-se livres para pularem se o quiserem, gostaria que fosse lido, porém.

Ultimamente, tenho sentido bastante a vontade de escrever, ao ponto de não saber me decidir sobre o que. Tenho passado muitos pensamentos de minha mente para o exterior (sites, papel, etc), coisa que nunca fazia (bem raramente, na verdade). Mostrei o meu blog para algumas pessoas que venho a trocar ideias também, acho pertinente as melhoras do blog, ter diferentes opiniões e conhecer se o que escrevo aqui, de fato é um bom conteúdo. Para quem não sabe, criei o Leigan! com 13 anos, em 2015 (sim, tenho 16 anos no momento). Apesar da baixa quantidade de artigos, o valor sentimental disso é muito para mim, aqui existem traços claros da minha evolução como escritor (ainda sou bem iniciante, não consigo encontrar palavrar melhor que essa...um "pinto" dentro do que procuro ser, aquilo que almejo).

Quando mais novinho ainda, cheguei a ter blogs, onde apenas escrevia coisas bobas e aleatórios, porém eram meus pensamentos da época. E foi naquele ano de 2015, em que acidentalmente descobri um blog chamado Overdrive!(clique no nome para acessar, vale a pena). Passei o dia todo lendo publicações dele, enviei uma mensagem para o autor elogiando todo aquele trabalho. Acabei por criar meu próprio blog, mesmo sabendo que é algo com pouco público atualmente (tem posts com menos de 20 visualizações, para se ter noção). Ainda assim, insisto na ideia até hoje. O que me importa é ter um espaço organizado, e...onde posso eternizar minhas ideias conforme minha vida se desenrolar. 

Aquele que mais agradeço por ter essas oportunidades é ao Matheus, autor do Overdrive!, não fosse ele, esse espaço seria inexistente. Não quero ser uma cópia dele, contudo, almejo melhorar cada vez mais para alcançar a qualidade dele, com meu próprio estilo de escrita - a minha visão. As vezes, até trocamos mensagens pelo facebook, ele sempre me traz novos horizontes sobre muitas coisas, além de ter me apresentado muitas obras que sou muito fã e pretendo falar no futuro (como Crows, Yakuza ou o universo SoulsBorne).

Obrigado a todos! Apesar de estar me sendo 2018 um ano bem apertado, estressante e cansativo, as ultimas semanas me trouxeram uma forte determinação para trazer conteúdo ao blog, então esperem posts como nunca antes!

Obrigado!

Enfim, indo ao que mais importa. Ontem, por recomendação, li um one-shot do Ito Junji (autor de Uzumaki, um curto mangá que li ano passado, recomendo para os fãs do gênero de terror) chamado "O Enigma da Falha de Amigara". Alguns aqui devem conhecer o autor por suas obras de terror (recentemente saiu um anime adaptando algumas, o nome é "Ito Junji: Collection"; vi apenas 2 episódios, interessantes, até. Talvez no futuro eu escreva sobre, aqui), são bizarras e com um ambiente muito bem trabalhado, totalmente coesos com o gênero. 

O mangá tem apenas um capítulo contendo algo em torno de 33 páginas, se me lembro bem.
Inicia-se contando que um terremoto na Prefeitura H (chuto Hiroshima, mas desimportante), qual devastou muitas cidades e vilas próximas, em seguida ao desastre, descobriu-se uma falha nas montanhas locais, especificamente em uma chamada "Amigara". O que podemos dizer como protagonista, se chama Owaki, que enquanto subia a montanha, encontrou uma jovem que atende pelo nome de Yoshida. Juntam-se em busca de encontrar a falha que viram na TV.



Ao chegarem no local se surpreendem com quem veem. Uma enorme parede rochosa com vários buracos em formatos de pessoas, tamanhos bem específicos e para pessoas específicas.


Tal como viram na TV. Crê-se que o terremoto fez com que essas estruturas saíssem do subsolo e se alastrassem a superfície. 

Os pesquisadores estavam tentando entender como funcionavam essas estruturas e onde terminariam. Tem-se uma conclusão inicial mutua: são estruturas antigas, feitas a muito tempo. E, por quem? Por quê? Que tipo de tecnologia foi usada, já que não se notam marcas de entrada (ou seja, ninguém foi escavando aquilo).

Um homem, chamado Nakagami se apresenta e diz ter encontrado seu buraco. Para provar tal afirmação, tira suas roupas e o adentra.



*Cliquem nas imagens para ampliar*











Nakagami não retorna, e os aparelhos usados pelos pesquisadores não o detectam mais. Um homem com estrutura corporal semelhante tenta buscá-lo, mas por não ser exato [o formato], volta após seguir 5 metros. Owaki sonha com ele, devido ao terremoto, o buraco teria sofrido alterações e o mesmo fica preso, não podendo avançar ou recuar.


É nesse momento que não existe apenas um suspense, mas o terror começa a surgir na leitura. O leitor imagina a situação (as vezes até consigo mesmo no lugar da personagem). Um buraco apertado, onde não é possível fazer mais movimento algum, talvez frio, o desespero de saber que terá de sofrer lá, pensando isoladamente. Abandonado, talvez a falar com a própria mente em vão. Não existe salvação ou sequer a possibilidade de ser ouvido. Nunca saberão que lhe ocorreu, até que um momento, o desespero se esvai com a morte. Bem, foi tudo um pesadelo, não é? Perguntas ficam no ar, e não são e nem devem sem respondidas, este ar de suspense e mistério deve existir.

A manhã chega, Owaki acorda e nem sinal do Nakagami. Temos uma notícia, Yoshida finalmente encontrou o buraco que se encaixa perfeitamente com sua silhueta. A curiosidade, talvez até mesmo mórbida lhe toma a mente, e a jovem começa a desesperadamente dizer que necessita estar lá, pois foi especialmente cavado para ela.

Tapa-se o buraco com pedras com o objetivo de impedir o adentramento de Yoshida.
Diria que é nesse momento que o leitor se pergunta: "Por que esses buracos medonhos atraem tanta curiosidade? Que espécie de atração é essa que eles exercem sobre cada indivíduo?"
Novamente, um pesadelo.
Owaki sonha com um possível motivo para a criação das bizarras estruturas.


Ter o corpo preso no buraco, impedido de regressar, apenas avançando em uma arcaica (mas ao mesmo tempo bastante complexa), forma de tortura. Em meio as gélidas rochas que compactam o seu corpo e aos poucos o distorce, te quebrando por completo, como se estive a fazer-te de lesma, contudo milagrosamente, não levando ao óbito.

Após uma visão assustadora dessas, o garoto acorda e nota que a Yoshida está desaparecida. As pedras foram retiradas, e obviamente se sabe que ela não retornará mais.



 Owaki, deprimido e sentindo o abandono tomando conta de si, encontra por acidente o próprio buraco. Muitos pensamentos tomam conta de sua mente em pouco tempo. Não é uma questão de haver escolha ou não, apenas um desespero. Todos já tivemos momentos em que desejávamos tomar medidas drásticas e ilógicas para enterrar nossos problemas de vez, entretanto, na maior parte das vezes existia algo maior que nos impedia - como o próprio esforço de fazer algo assim - por exemplo.


O caso aqui é diferente. A "solução" estava logo ali, bastava entrar e pronto.
Que lhe aguardaria? Seria como nos sonhos tidos? No fim, não importa. Nada mais parecia importar. Os pensamentos mórbidos tomaram sua cabeça e a escolha de um destino desse nível foi dele.

E, enfim, temos o fechamento do mangá com duas cenas importantes:

Encontra-se, ao outro lado da montanha, uma parede contendo silhuetas em um padrão específico, no entanto, bizarro. Não é algo que um ser humano conseguiria passar.

E, ao lançar a luz da lanterna em uma dessas falhas, vê-se algo vindo, vivo. Com olhos e tecido muscular. O que será? É óbvio que um humano, pode ser Nakagami, Yoshida ou Owaki. Não se sabe. (Particularmente, ponho Nakagami fora dessa equação, já que sua parede provavelmente foi danificada. E algo me diz ser Owaki). Sabemos que não importa, provavelmente o autor nem pensou nisso.



Como toda obra de terror do gênero, não são necessárias respostas no fim. Apenas um elemento surpresa com um gancho incompleto. Para que servem os buracos? Será que existe um para cada pessoa no mundo? Provavelmente não, apenas alguns escolhidos, logo...quem são e por quê? Realmente isso tem algo a ver com o passado dessas pessoas e por isso os buracos existem, seria o destino que em todas as vidas passassem por lá ou foram preparados independente do conceito de tempo? Como foram feitos, por quem...o que sai dos buracos ainda pode se dizer humano ou seria algo muito além...

Perguntas sem resposta, abertas para a interpretação da imaginação do leitor, e claro, causando pensamentos como medo e insegurança. A depender, por alguns dias haha.

Mesmo isso sendo uma resenha, recomendo que leiam mesmo assim, pois entenderão a atmosfera da obra. Para mim, é um ótimo início no mundo de Ito Junji. Caso acabem por ler e gostem, recomendo que tentem Uzumaki depois.

É isso, espero que tenham gostado do post e que, em breve eu esteja de volta. 

Um abraço!


P.S.: Provavelmente esse fim de semana trarei uma publicação sobre um mangá muito querido por certo tipo de leitores e com uma unanimidade quanto a sua genialidade. Não digo qual, apenas que é uma das diversas obras prometidas para chegar esse ano ao no Brasil. Fui!!

terça-feira, 8 de maio de 2018

Death Note - Que é a Justiça?

Oi, pessoal. Estou de volta :)

Como de praxe, reclamando da minha vida (cada vez mais cansativa), porém ainda estou vivo!
Estou tentando me organizar um pouco...acho que consigo trazer posts mais frequentes cá.
Enfim, venho falar de um anime que gosto muito (apesar de não estar no meu top 10), ele é uma obra que trás várias questões bem interessantes sobre a sociedade como um todo.
Terminei hoje mesmo de ver Death Note, pela quarta vez. A primeira foi em 2012, a segunda em 2013, a terceira em 2016 e a quarta agora. Ainda estou para ler o mangá, contudo...
Ah...terão spoilers, pois meu objetivo é uma análise mais completa do material. Se ainda não assistiu DN, recomendo que o faça e depois leia esse artigo :)


Não enrolarei muito quanto a introdução, basicamente todo mundo assistiu ou ao menos ouviu falar de Death Note. Mangá publicado na WSJ em 2003 e encerrado em 2006, com 12 volumes. Anime de 2006, encerrado em 2007 com 37 episódios. 

A história é centrada no protagonista Light Yagami, que encontra um caderno chamado Death Note, onde se ele escrever o nome completo de uma pessoa (mentalizando sua face), o indivíduo morrerá da forma descrita (isto é, se for fisicamente possível) ou nos próximos 40 segundos, por parada cardíaca.

Então, após Light testar o uso do caderno em casa, decide se tornar uma espécie de punidor de todos os criminosos, objetificando criar um mundo "Justo e Ideal". Conforme foi "punindo" pessoas, um Shinigami (Deus da Morte) aparece. Ele é o verdadeiro detentor do caderno, mas não pode pegá-lo de volta enquanto estiver na posse de um humano, mas resolve observar o que Light pretende fazer com o objeto.

Ryuuk, o shinigami que acompanha Light.
Conforme as mortes pelo caderno são noticiadas por jornais e televisões em todo o globo, Light (como assassino anônimo) se torna popular (principalmente pela internet). Sendo por isso chamado de KIRA (Uma leitura de Killer - assassino em inglês - como uma palavra nipônica).

É claro que as autoridades começaram a se mobilizar e um detetive de primeira se envolveu com o "Caso Kira". Chamado de L, conhecido por ter resolvido todos os casos em que se envolveu.


Essa é a trama de DN basicamente. Kira tentando matar para pôr seus ideias em prática e L buscando descobrir a identidade do assassino, com apoio da polícia do Japão e de outras unidades investigativas (como o FBI).

São apenas detalhes para se lembrar.

Depois que vi DN um pouco mais velho (a vez em 2016, em que eu havia 14 anos), pensei: "Curioso, como Death Note se tornou tão popular?". Geralmente as pessoas se atraem pela obra pelo suspensa na trama, o fator surpresa. E claro, o caderno que mata pessoas.

Mas não é sobre isso (somente). Death Note é um trabalho psicológico, a obra busca abrir uma discussão sobre o conceito de Justiça. Como diz a frase (erroneamente atribuída ao Maquiavel) "Os fins justificam os meios". Será?

Light, L, Near, Mello, as agências investigativas quase como um todo...ninguém possui a justiça. É algo bem cinza, um meio termo.
Contudo, digo certamente que existem personagens realmente justos na obra. "Nesse mundo as pessoas corretas como ele que lutam pela justiça sempre perdem". Essa é uma das frases ditos pelo protagonistas no episódio final, se referindo ao próprio Pai, Soichiro Yagami. 

Uma coisa é fato: Kira não é a Justiça. Ele usa da vida de outras pessoas (tanto as matando com o Death Note, como por manipulação psicológica, chegando a sacrificar o próprio pai - qual ele realmente amava - almejando cumprir seus objetivos) para ser sucedido. Moralmente, pode ser errado como não, pois moral é relativa. Eticamente, porém, isso é incorreto, e no fundo, a noção de certo e errado (da forma mais primitiva) existe dentro do consciente de cada ser humano, mesmo que esse tenha vivido em isolação social, basicamente. Ele sabe que é necessário certos sacrifícios para conquistar algo tão grande, e bonito (oras, um mundo pacífico, onde ninguém teme viver). Mesmo usando a argumentação de quem fins justificam meios, Light é derrubado logo no início por uma frase de Ryuuk (que muitos devem ter deixado passar despercebida). Não me lembro as exatas palavras, mas era algo como "Qual o sentido disso, se você não poderia viver nesse mundo". Isso foi ignorado pelo protagonista...que retrucou com um "É claro que viveria, pois serei o Deus do Novo Mundo!" Não há que comentar aqui, tirem suas próprias conclusões. 

Sobre L, não há muito o que se falar. O próprio reconhece que suas ações não são honrosas, usa de métodos sujos para resolver o caso (contratando criminosos, como a Wedy e Aiber; estando de acordo com a perda de certas vidas, contanto que ajudasse a acelerar o resolvimento do caso...). Não vejo muita diferença entre ele e Kira, sinceramente. Claro, L não é tão iludido no que faz e reconhece que o mundo é impuro e que nem por isso significa que possam ser tomadas medidas drásticas e/ou extremas para se eliminar o Mal. Talvez seja algo que ocorrerá naturalmente? E de todo modo, ele estava certo da identidade de seu alvo. Mas sendo alguém (claramente) solitário, é difícil se desapegar da única vez que encontrou alguém que raciocina como ele, mesmo que com objetivos diferentes.

Near e Mello são duas crianças, um não precisa nem se comentar dos métodos absurdos que usou. O outro, egoísta e sem o mínimo de empatia e lotado de ego. Quem é quem?



Na verdade, não importa. Funcionam como um único personagem, pois no fundo os dois são um pouco vazios. A trama desenvolveu demais os outros personagens, que esses dois ganharam pouco (ou arrisco dizer...nenhum) desenvolvimento. Near tem bastante tempo de tela, mas nenhuma personalidade. E não é por ser (possivelmente) sociopata. Simplesmente os autores de DN parecem ter preferido deixá-lo assim, gerando carisma algum no personagem, fazendo com que seu arco fique totalmente dependente de outros personagens (como o Mikami). Mello possui uma personalidade bem forte, o que o difere bastante de L ou Near, mas seu tempo de tela é tão ínfimo, que se tornou invisível, esquecível. Vi apenas roteirismo agindo sobre os dois, suas ações foram convenientes e me parecem que sem lógica humana, sabe? O L tinha deduções que faziam sentido humanamente (mesmo que muitas vezes houvessem opções mais lógicas, o que estranhava ele escolher as menos prováveis). Seus sucessores, principalmente N, parecem robôs programados com roteiro. "Ah, mas eles são gênios, únicos, frios, calculistas e muito inteligentes!". Isso não existe.

Os membros da Polícia Japonesa+L, da Equipe do Mello, da SPC (ou seja lá como é o nome da equipe de Near no original haha) são todos movidos pelas ideias de seus líderes. Misa não é exceção.

Aonde quero chegar com tudo isso? Talvez uma das maiores discussões de Death Note seja a Justiça. Que é o certo? Que é errado? Existem extremos em DN, e nenhum deles age justamente mais, e sim pelos próprios ideais. Justiça é a capacidade idealizada de se julgar. Imparcialmente, apaticamente e logicamente. Boa oratória com (falsos) bons argumentos, com um pouco de realidade define a Justiça cinza de Death Note.

Entretanto, existem três personagens que EU considero bons e justos na obra:


Soichiro Yagami, o pai do Light. O único personagem que sempre duvida dos métodos usados a sua volta, sempre busca resolver o caso da forma mais íntegra possível. Não acusa sem provas, e mesmo quando elas existem, reavalia. Um bom homem, sinceramente...a morte dele é a única que me afeta da mesma forma até hoje. É triste, sabe? Morre feliz, pensando que o filho é inocente. Sabendo que sua família o ama. Para mim a única coisa que faltou, foi uma cena de enterro bonita para ele.

Os outros dois se corrompem com o tempo, mas não os desqualifica. 



Touta Matsuda, por muitos chamado de inútil. Matsuda é jovem, ingênuo e inocente. A única coisa que deseja é ser útil em meio a sociedade, resolveu arriscar não só sua carreira como policial calouro, mas a vida em prol de capturar o Kira. E diferente dos outros, não por motivos egoístas. Não é a toa que se confunde as vezes, chegando a achar que o alvo não é "de todo mal". Ele quer fazer o que sente ser correto, contudo sempre acaba manipulado. No final, sucumbe não pelas próprias crenças, e sim pelo estresse que a influência de seus colegas de trabalho lhe causou. O que ele faz com Light no final (os disparos, e uma tentativa de assassinato) é reflexo de suas frustrações como policial. Matsuda era jovem, ingênuo e inocente. 


Teru Mikami, creio que seja meu personagem favorito de Death Note. Desde jovem com uma noção de justiça que eu considero pura. Mas tudo isso com o tempo, veio em troca de um mundo que o pisoteou. Seus esforços não compensavam em nada, até em um momento sucumbir em decepções e aceitar a realidade do mundo. Torna-se um adulto quase que programado. Seu desempenho em trabalho é ótimo, sempre pontual. Padrões diários; rotina fixa. Em determinado momento, Kira "surge em sua vida", e a esperança de um mundo Justo retorna. Mas cegamente, pois ele adota a mesma lógica do seu "Deus". Não há que se repetir agora, outro corrompido.


Por fim, gostaria de comentar a morte do Light. No mangá ocorre de outra forma, e não comentarei sobre.

Uma cena muito bonita.

Nos dois últimos episódios temos um protagonista encurralado. E quando aceita que está derrotado, enlouquece de vez, e no fim, caminhando rumo a sua morte (bem semelhante a Naomi Misora, que matara no episódio 7).

É quase poético ver a fatídica morte de Light Yagami. O fim de Kira. 
O que ocorreria se ele não morresse naquele momento? Não, certamente seria derrotado em breve, mesmo que por outros investigadores. Um dia morreria por causas naturais, talvez...Não dá para saber, e não importa, pois está morto.

E de que serviram todos os eventos na história da obra? Supondo que aquilo fosse tudo real. Nada.

Bem, fecho o post principal por aqui :)

Espero que tenham gostado.

Aqui segue uma das cenas cortadas do anime, mas que estão nos BDs de Death Note. Existem outras e podem ser facilmente encontradas no Youtube.



Um abraço, espero voltar logo!

sexta-feira, 23 de março de 2018

Diggy-MO'

Oi, pessoal!

Faz um tempo, não faz? Bem, aqui estou eu.
Admito estar um pouco desanimado, falta de tempo, as publicações do blog contam com poucas visualizações...mas, não há porquê desistir. 

Enfim, hoje (23/03) é o aniversário de 40 anos do Diggy-MO' !! Para quem leu o post sobre SOUL'd OUT (basta clicar no nome do grupo que o post se abrirá! Recomendo que leia antes de prosseguir), sabe que ele era o Main MC do grupo antes de ser dissolvido.

Bem, mesmo enquanto na banda, Diggy chegou a gravar dois álbuns solo, e ao sair, mais dois.
Não são muitas músicas se compararmos com SO, mas são boas. Enfim, contarei um pouco sobre ele aqui hoje!


A vida pessoal do Diggy-MO' é bastante sigilosa, então só o conhecemos a de artista (a única coisa pessoal que sei dele é o aniversário, nem o nome é revelado).

Mas podemos falar das músicas dele, certo?

As músicas do SOUL'd OUT são bem únicas, e diferente da maioria das bandas, que não necessariamente perdem a essência sem um membro, SO precisa de todos. As músicas dele em solo são muito diferentes, mesmo sendo ótimas.

Conheci-o em 2015, pouco antes de SO. Na época achava que as músicas solo dele eram do SOUL'd OUT também, mas engano meu. No ano passado com mais interesse em experiência corrigi essas confusões haha.

É muito nostálgico falar disso, ainda mais ouvindo JUVES:


Junto com ONE-VOW e VOODOO KINGDOM (sendo a segunda uma música de SO mesmo), foi meu primeiro contato com o Diggy, lembro-me de ouvi-la bastante por ser BGM de um mugen que jogava muito com meus amigos na escola, e antes do dormir gostava de dar uma ouvida também.

Mas dele era basicamente isso que eu ouvia. Ano passado trombei com o último álbum dele (de 2017 mesmo), BEWITCHED, que é MUITO bom. Admito ser o único que ouvi mais de uma vez, gosto bastante das músicas dele.

Uma capa "irada"!


Os outros álbuns são the First Night (de 2015):

Esse é realmente bom, mas não o ouvi inteiro mais de uma vez...apesar disso, recomendo Lovin' Junk como um belo início! AVISO: ALGUMAS LETRAS DELE SÃO EXPLÍCITAS.

Diggyism e Diggyism II (Não os ouvi completos uma única vez, mas gosto de algumas de suas músicas, até porque foi por elas que comecei minhas aventuras pela músicas Japonesas de nicho)!






Diggy tem alguns singles, mas especificamente dois citarei aqui no post, pois são bem conhecidos!
Stay Beautiful, que é um dos encerramentos do anime Bleach~
E... Bakusou Yume Uta, o terceiro de Soul Eater!

Não me aprofundei muito no Diggy como artista solo, mas gosto bastante do que já ouvi, principalmente de Bewitched. Mas não há como comparar com SOUL'd OUT.

Até hoje não ouvi todas músicas da banda, e não por seu pouco "fã" ou preguiça, mas sim por gostar de conhecer muito bem cada uma das músicas do grupo, que tem uma discografia razoavelmente grande - se eu dissecasse cada um dos álbuns/singles/coletâneas, daria um post bem completinho cada um - e, justamente por ser muito fã, eu não consigo simplesmente ouvir, gosto de analisar tudo, vez ou outra consigo perceber versos silenciosos ou separar "instrumentais" de fundo quando ouço com mais atenção, mesmo uma faixa que já escutei milhares de vezes.

Mas voltando ao Diggy, é de admirar o talento dele. A forma como tanto no SOLO, como em banda e/ou participações consegue desdobrar sua voz, em vários estilos.




Bem, desculpem se perdi um pouco o foco, mas é difícil contar sobre um artista que não partilha muito de sua vida, mas que mesmo assim possui um significado muito especial para mim, SO em geral me ensinou muita coisa só por música, sempre me alegrando independente do meu humor no momento.

Hoje, sendo aniversário do DIGGY-MO', gostaria de eu, um fã brasileiro lhe desejar: FELIZ ANIVERSÁRIO!!

おめでとうございます‼ ありがとうございました!Mr. Diggy‐MO'!


Antes de me despedir, há pouco mais de um mês (17/02), o blog completou 3 anos de sua primeira publicação. Fico muito feliz por ter esse espaço de divulgação do que gosto e minhas ideias, e gostaria de arrumar mais tempo para passar aqui. Se possível, divulguem para amigos e mantenham-se antenados no blog!

Não apenas um Feliz Aniversário para o Diggy, mas muito obrigado por cada um de vocês que deu um pouco de seu tempo tempo para ler o que escrevo aqui!!

Fico por aqui o/ 
Abraço, 
             Rocha.

P.S: Esse post foi escrito dia 22/03 no ocidente, mas quis preparar antes para publicar em um momento que fosse dia 23/03 tanto aqui, como no Japão, noia de fã haha.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Kimi no na wa - O seu nome

Olá, como vai?

Apesar de um certo hiato de posts aqui do blog, estou de volta para comentar sobre um filme que acabei de ver, Kimi no na wa (literalmente "Seu nome").
Já tinha ouvido falar bastante desse filme, e acho que quatro pessoas diferentes o recomendaram para mim, mas acabei deixando pra frente e hoje decidi ver por não estar conseguindo dormir.
Falarei brevemente sobre o que o filme se trata, criticarei alguns pontos dele e depois direi o que achei de forma mais pessoal. Terão spoilers, de nível médio. Eles prejudicaram para quem não viu ainda, mas também não tornam o filme sem graça, ele continuará divertido (apesar sem muitas surpresas).


Esse filme conta a história de Mitsuha e Taki (Ela vive em uma vila tradicional no interior do Japão e Ele na "Grande Tóquio" com uma vida bem mais agitada), dois jovens que sem um motivo prévio passam a trocar de corpo (entre si somente) de duas a três vezes por semana. Sempre que eles trocam de corpo, fazem anotações sobre o que fizeram para o outro não ficar perdido, pois não se lembram do que fizeram enquanto assumiam outro papel e não podem se contactar diretamente. Dessa forma, precisam aprender a conviver com essa nova e confusa rotina, ao mesmo tempo em que acabam se conhecendo intimamente sem nem perceberem (ou melhor, se verem ou conversarem!).

É muito interessante ver como o filme se desenvolve, e como os personagens crescem dentro disso. A história de fato é coerente, os elementos do roteiro são muito bem aplicados, mas isso não significa que o filme seja perfeito, sendo sincero, vi alguns problemas nele e os abordarei aqui. Muitos são bobos, mas são quase "clichés" que eu sempre vejo nos longa-metragens animados do Japão dessa década (que seguem um modelo inicial parecido).

Vamos lá~!

  • A trajetória da história é muito previsível. 
Então, literalmente na metade do filme, o Taki conclui que vive em um 'plano' diferente de Mitsuha, ou seja, estão situados em um local diferente do tempo-espaço. Mitsuha está vivendo três anos antes de onde Taki está. Antes de isso ser revelado, no exato momento que Taki estava no avião, eu já estava pensando "Esses dois vivem em um mundo diferente, está muito cedo para se encontrarem".

E de fato era isso...na hora eu pensei serem literalmente dimensões diferentes, mas era apenas o plano temporal que se diferia... mas enfim, quando ele estava no Café e mostrou o desenho, por coincidência eu comecei a pensar "Ah, já sei ela é de uma época muito anterior a dele". 

Bem, eu errei aí, era pouco antes. Mas de fato eu fiquei muito em dúvida logo após concluir isso, por causa do nível de tecnologia da Vila de Mitsuha. 
Enfim, quando esse ponto se provou, me desapontei um pouco, não muito, mas foi um pouco chato eu adivinhar isso bem antes...

Além de descobrir a diferença temporal, descobriu que aquela vila foi atingida por um meteorito e quase todos morreram, incluindo a Mitsuha...
Também consegui adivinhar várias outras coisas, ele tentando salvar a vila e falhando...depois ela tentando continuar de onde parou, tudo dando bem errado no final...o destino imutável, onde todos morreriam...exceto personagens-chave!
 
Milagrosamente, e sem explicação (diferente do que a última cena dela na vila demonstra...), novos sobreviventes! Entre eles, o que de fato importa: MITSUHA!

Mas demorou para os dois se encontrarem, ambos já deviam ter uns 20 anos, e simplesmente na sorte. Olha, tudo bem que eu já vi muitas obras nesse estilo (não só do Japão), então faz sentido eu conseguir adivinhar muitas coisas, tenho certeza de que pessoas mais leigas nesse campo conseguiram ver o filme sem muitos problemas.


  • Excesso de mistiscismo desnecessário e maçante.
Essa reclamação não é algo popular de se fazer, ainda mais entre um fã de animes, mas enfim...

Uma coisa que tem me cansado muito é a quantidade de misticismo bobo que andam enfiando em animes para seguirem a algum padrão atual da indústria (!?).
É forçado, muitas vezes com teor depressivo completamente artificial (Estou falando de você, cinco centímetros!). Parece que é por pura tabela, se quer incorporar certos conceitos numa obra, que seja de forma adequada.

Destino entrelaçado, mudar algo destinado a acontecer (ou que já ocorreu, como no caso de Kimi no na wa), um sentimentalismo forçado e moderno (que arrisco dizer, não é algo comum do Japonês normal). 

Já cansou, isso é um dos maiores culpados de essas obras serem previsíveis...
Mas a depende de como e o quê - consigo aguentar bem. E nesse filme não me incomodou ao ponto de parar de assistí-lo, mas achei interessante comentar...

O final dá uma pequena impressão de ser meio corrido, mas até que ocupou o tempo certo.

No mais, é isso. Gostei do filme!

Recomendo, ainda mais para se assistir em família (apesar de eu ter visto sozinho haha).

Nota: 7,0/10.

Por quê? O enredo é meio falho, a trilha sonora torna o filme imersivo e as personagens são colocadas de forma que ocupem seus "cargos" corretamente, sem aparições desnecessárias.

Ainda não li o mangá, mas o farei! Daí, trago uma pequena comparação.

Fico por aqui, voltarei quando der com mais um post!

Um abraço, espero que tenham gostado e não se esqueçam de comentar, sayonara!