domingo, 2 de julho de 2017

Shin Megami Tensei: Persona 3

Olá pessoal, tudo bem com vocês?


É, faz um tempo que não publico nada aqui...tenho minhas desculpas, mas vamos direto ao assunto dessa vez!




Para quem não conhece, Shin Megami Tensei é uma franquia bem antiga de J-RPGS criada pela ATLUS (atual subsidiária da SEGA, na época da NAMCO) em 1992, começando com o título Megami Tensei.

SMT gerou vários galhos, e deles veio SMT IF... que serviu de base para a franquia Shin Megami Tensei: Persona, atualmente conhecida apenas por Persona.

Personagens de SMT - IF...
Mas enfim...eu vim falar do quarto título principal da franquia (Sim, quarto. Persona 2 possuí dois jogos completos, que apesar de terem os mesmos personagens, são histórias distintas).
Persona, tal como SMT, é um jogo que nos permite começar por praticamente qualquer título da franquia. Apesar de eu ter começado por Persona 1, acabei deixando de lado por um tempo e fui jogar o 3, já que meu amigo que recomendou a franquia estava jogando esse.

Capa da versão original do jogo no Japão.
Antes de tudo, digo que Persona 3 possui versões, mas não há necessidade de explicar isso agora, então fica para o final do artigo.

A história do jogo inicia-se quando o protagonista está sendo transferido para um dormitório em Tatsumi Port Island, a cidade onde o jogo se passará. 

O protagonista vai pegar um trem para chegar em seu destino, e durante a transição de cena uma garota apontando uma arma para a cabeça e, aparentemente, tentando se matar aparece.

Conforme ele anda pela cidade, o jogo pode perceber que há algo de estanho ocorrendo. Alguns túmulos no chão, e a cidade lembra um pouco um cenários de post-punk, mas nada demais.

Ao chegar no dormitório, ele é recebido por um garoto vestido com roupas listradas, que parecem uma mistura de roupa de prisoneiro com pijamas. O guri entrega uma prancheta para o protagonista e pede-o para assinar seu nome, assim concordando com os termos do contrato, que seriam "Você é total e unicamente responsável pelas suas ações e conclusões delas".

É aí que colocamos o sobrenome e nome do nosso personagem, e então, o guri desaparece...por enquanto.

Apenas por nota, Minato Arisato é o nome do protagonista no mangá de P3, sendo um dos nomes semi-canônicos dele, e a forma que os fãs, tal como eu, costumam reconhecê-lo.

Após isso, somos surpreendidos por uma garota com uma arma na cintura (a mesma de antes).
Ela age como se estivesse para fazer algo, mas então é interrompida por uma outra, de cabelo vermelho.
Após sua chegada, ambas personagens se apresentam, sendo elas respectivamente Yukari Takeba e Mitsuru Kirijo.
O jogo nos permite dar respostas diferentes muitas vezes, que podem ou não alterar algo, seja a curto ou longo prazo.
Como podem ver na imagem acima, temos um indicador "next: 2" e do lado uma bola amarela, que é a fase atual da Lua, algo importante nesse jogo. O número é quanto falta para a próxima fase (no caso a Lua Cheia completa)... Já falaremos sobre isso.

Os próximos dois dias são basicamente para o jogador ser introduzido na escola privada Gekkoukan e a alguns aspectos da cidade, além do Dormitório, incluindo mais dois personagens, o Akihiko Sanada, que também fica lá (ele é da classe de aula da Mitsuru) e o Ikutsuki, responsável pelo mantimento do Dormitório, aparecendo vez ou outra.

No dia seguinte, durante a noite, vemos uma cena onde um homem andava pela rua durante às onze horas, mas ao dar meia-noite, percebe que muitas pessoas ao redor tornaram-se caixões e então ele desmaia aterrorizado.
Após isso, vemos outra cena, onde Mitsuru e Ikutsuki estão em algum lugar do dormitório com vários monitores, um mostrando o protagonista dormindo em seu quarto. Ele explica o que aconteceu. 
Um conceito muito importante nesse Persona é a Dark Hour. Entre às 23:59 e 00:00, uma hora oculta ocorre, e apenas alguns são capazes de "experienciá-la", os outros se transformam em caixões.

The Hidden Hour.
Como o protagonista continuou em sua forma humana, significa que ele é capaz de vivenciá-la sem problemas, apesar de estar dormindo, o que significa que ele pode ter o "potencial".


Após a explicação, uma cutscene animada começa, mostrando um personagem sentado com uma mulher ao seu lado, de pé.

Então vemos o protagonista sentado em uma cadeira próxima a uma mesa, onde do outro lado estão o homem e a mulher.  Ele se apresenta como Igor e diz que a moça é sua assistente, chamada Elizabeth e que a sala chama-se Velvet Room. Ele diz que fazem anos que não possuem um convidado na Velvet Room, mostra o contrato e logo após dizer que devemos seguir o contrato corretamente e dar-nos a chave da sala, acordamos.




O contrato que assinamos no início do jogo.
Bem, no dia 4/9 (9 de abril, a data é invertida por causa do tipo de data usada nos EUA), especificamente durante a noite, somos acordados pela Yukari, dizendo que estamos sendo atacados por algo.

Yukari e o protagonista tentam correr para se salvar e acabam no terraço do Dormitório, encontrando justamente o que fugiam de.

Uma criatura gigantesca, chamada de Shadow aparece! Yukari pega a "arma", mas não consegue usá-la e acaba derrubada pelo inimigo, deixando o item cair.

Sem opções, nosso personagem a pega e atira na própria cabeça instintivamente, como se estivesse "possuído", e então...aquilo não era uma arma...Quando ele o faz, uma espécie de espírito surge!

"I am thou...Thou art I...From the sea of thy soul, I come...I am Orpheus, master of rings..."


Mas, em poucos instantes outra criatura sai de dentro dele e o destrói!?
Este novo espírito ataca a Shadow, a deixando em poucos pedaços.

Após isso, ele se transforma de volta em Orpheus, o primeiro espírito...o que será que ocorreu? 
Bem, só jogando pra saber :X

Despertar de Orpheus no P3!

Quando o inimigo é decepado, 2 ou 3 inimigos (que parecem mini versões dele) nos atacam.
É a primeira batalha do jogo, onde somos introduzidos ao básico do sistema de turnos e etc, bem mole mesmo.

Batalha encerrada e o protagonista desmaia, acordando alguns dias depois no hospital, com a Yukari lá. Ela então explica algumas coisas simples, e deixa o mais importante para a Mitsuru e Ikutsuki, incluindo nosso poder especial, chamado de Persona, uma espécie de espírito que invocamos para enfrentar as Shadows

Algumas coisas a mais são introduzidas, e entre elas o Tartarus. Durante a Dark Hour, a escola Gekkoukan se transforma em uma enorme torre que pode ser vista por toda cidade, onde habitam Shadows de diversas formas, tamanhos e forças.

Nosso objetivo inicialmente é explorá-lo e tentar alcançar seu topo, para que supostamente, possamos acabar com a Dark Hour.

Persona 3 é um jogo bem interessante, não é muito difícil, contato que você uppe direitinho (Aconselho sempre chegar ao lugar mais alto do Tartarus que o jogo te permitir antes da Lua Cheia. Não se preocupem que entenderam isso. Se conseguirem chegar nas partes bloqueadas sem muitas dificuldades, estarão fortes para o próximo Boss), com uma bela história bem complexa e diferente, muitos personagens interessantes, além de você estar em uma atmosfera que te captura de forma, que o te sentirás lá dentro.

Alguns personagens do jogo.
Não posso esquecer de explicar um dos conceitos que esse jogo trouxe a franquia que são bem únicos.

Os Social Links. No jogo, você é capaz de criar laços com alguns personagens que você conhece, sejam eles da escola, do dormitório ou de outros variados lugares que podemos ir na cidade.

Cada um deles é representado por uma Arcana do baralho de Tarô, e contendo uma história que ocorre em paralelo ao jogo, quase como uma side-quest. Ele progredirá do nível 1 ao 10 (max), e para aumentá-lo, basta passar tempo (dentro do mundo do jogo) com aquele personagem, cumprir alguns requisitos especiais e dar as respostas adequadas para que aquele laço não se quebre.

Como recompensa, além de tirar o cansaço de ficar na mesmice do Tartarus, complementar a história e Iore do jogo, teremos acesso a benefícios especiais relacionados àquela Arcana que o personagem representa.

Eu os acho um conceito muito interessante, pois ele realmente mostra-nos como seria a vida de um estudante com as responsabilidades do protagonista. Ou seja, saber equilibrar a batalha dele com os estudos e etc, coisa que é mais difícil que parece. Dependendo das escolhas que fazemos no jogo (e nos próprios SL), teremos acessos a possibilidades diferentes, que tornam nossa experiência bem única em relação de um jogador ao outro, mesmo sendo um único jogo.

Social Link da protagonista feminina de Persona 3.
Na imagem acima eu disse sobre uma personagem feminina, então, vamos a explicação das versões.

Persona 3 possui 3 diferentes versões, sendo elas:

Persona 3 (Vanilla, a original): lançado para o PS2 em 2006, é a versão do jogo sem nada de mudanças, zero-bala mesmo. Você definitivamente não precisa jogá-la.

Persona 3 FES: lançada em 2007 para o PS2 (disponível também na PSN do PS3 e com boatos de chegar na do PS4), é a versão original atualizada com o que foi cortada da edição original (algumas cenas, um social link extra e alguns Personas) um epílogo extra, chamado de The Answer, que conceitualiza o final de Persona 3 e o explica de forma completa, além de introduzir uma ou outra coisinha.

Persona 3 Portable: lançada em 2011 para o PSP (disponível na PSN do VITA também), é uma versão refeita do Persona 3 FES, mas sem o The Answer e simplificada graficamente, por causa do hardware (a história do jogo funciona com Visual Novel, você só lê e escolhe as opções de resposta, ao invés de andar pela cidade, você clica nos pontos dela que quer ir, apenas no Tartarus é capaz de movimentar e controlar o personagem normalmente). Para compensar essas limitações, foram adicionados novos Personas, alguns NPCs, itens, e um ou outro conceito mais simples do P4, como a defesa em batalhas, já que essa versão do 3 saiu depois do 4 original e uma coisa bem especial: a possibilidade de jogar com uma protagonista feminina, que implica em pequenas mudanças na história e Social Links.

Qual versão eu recomendo?

Então, a original como disse acima é descartável, só serve se você comprar a versão especial dela que vem com a soundtrack do jogo haha, mas aí é pra coleção mesmo.

O Persona 3 FES é melhor se você estiver com mais tempo sobrando e preferir interagir mais com o cenário, igual a mim. O The Answer, sinceramente, é descartável para jogar. É basicamente só luta, fica chato. Mas a história do TA é ótima, recomendo que assistam as cutscenes e batalhas principais (BOSSES) no youtube para não perderem tempo a toa.

O Persona 3 FES Portable é melhor se você estiver com pouco tempo (por ser de PSP, você pode jogar onde quiser, dá até para emular no telefone). Estou jogando-a agora com a personagem feminina (joguei o FES ano passado) e é muito boa, apesar de eu sentir falta da interação maior com o cenário. Se você gosta de jogos em estilo de VISUAL NOVEL, comece por essa.
Mas não coloque a protagonista feminina como motivo para jogá-la primeiro, pois o próprio jogo a recomenda para quem já jogou o jogo inteiro pelo menos uma vez.
"Memento Mori. Remember you will dire. Remember your death".


ACIMA DE TUDO: Joguem ambas, pois a experiência sai mais completa assim, ao menos no caso do Persona 3. 

Enfim, Persona 3 é um jogo fantástico, aqui deixo meus pontos acerca dele:

Prós:

- Ótima história;
- Fantástica Soundtrack;
- Personagens muito bem construído e com desenvolvimento excelente;
- Conceitos originais;
- Atmosfera de jogatina que prende;
- Dois finais (O Bad Ending e o Good/True Ending, esse que é complementado pelo The Answer);
- Visualmente envelheceu bem, então mesmo com os gráficos da sexta geração, o jogo continua bonito.
Contras:

- O Tartarus é muito cansativo, enjoa bastante como dungeon;
- A necessidade de jogar a versão FES e Portable para experienciar o jogo de forma mais completa, apesar de não ser culpa da ATLUS. Isto poderia ser resolvido com um futuro e distante remake.
- Ikutsuki. (Brincadeira :P)

Bem, antes que eu me esqueça, depois de o jogarem assistam a quadrilogia de filmes (Spring of Birth) e os especiais em anime. Mas é melhor jogar antes mesmo, porque eles não oferecem quase nada da experiência do jogo (vi o primeiro e segundo filme com um amigo e estamos para ver o restante, são bacanas, mas não sentimos o mesmo que jogando, até porque eles são um pouco corridos. Imagine para quem não jogou...).

E fico por aqui, obrigado por lerem! Deixem suas opiniões nos comentários e não se esqueçam de deixarem o like na nossa página do Facebook, caso não o tenha feito: https://www.facebook.com/oneleigan/.

P.S.: Aqui alguns links úteis, na ordem: a abertura de P3, de P3FES, de P3P e uma playlist com a história do The Answer para assistirem depois de terem jogado o jogo. 😁.
...E créditos ao canal do The Man Cave, pois tirei screenshot de um vídeo dele (https://www.youtube.com/watch?v=6VRPffal-7w) que eu não consegui achar só pesquisando no google imagens!

















Prison School

Olá, como vão?


Hoje venho falar de um mangá que comecei a ler alguns meses atrás, Prison School.

O mangá me foi apresentado por um amigo há quase uns dois anos, mas nunca tive muito interesse em lê-lo/vê-lo por um fator bem simples: Ecchi.

Quem me conhece sabe que eu abomino esse gênero, são pouquíssimas as obras ecchi que me despertam algum interesse. (A maioria dos ecchi é bem forçado, carecendo de qualidade no roteiro, mesmo que a arte ((talvez)) seja boa).

Enfim, eu estava entendiado, e decidi apostar no mangá, na verdade nem me lembro o que me motivou a ler haha. Não me arrependo de ter começado, valeu bastante.

Mas vamos falar mais sobre...

Capa do primeiro volume.

Prison School começou a ser publicado na Weekly Young Magazine da editora Kodansha em 7 de fevereiro de 2011.

A história começa quando uma instituição educacional somente para garotas, decidi aceitar que garotos se matriculassem também.

Até aí ok, mas apenas cinco garotos resolveram ingressar, contra cerca de 1000 garotas.

As criaturas espertas decidiram montar um plano para espiar o banheiro feminino e foram capturados, uma cena bem engraçada que é melhor vocês lerem do que eu explicar...

Como punição, eles deveriam passar um mês na Prisão da escola (daí o nome do mangá).

Nessa Prisão, eles são obrigados a fazer alguns trabalhos pesados e assistir as aulas pela TV, com comida bastante regulada e horários fixos. Além de serem bastante maltratados pelas membros do Conselho Estudantil (que são grandes filhas da mãe...).

O primeiro arco do mangá foca na "sobrevivência" dos jovens, e eventuais necessidades de fugas rápidas da prisão (não entrarei em detalhes), que caso eles sejam pegos, triplicaria a pena.

Os protagonistas.
Antes que eu me esqueça, agora falemos dos principais:

Kiyoshi Fushino: é o protagonista com mais foco na história, possui um papel de líder, sendo aquele que não deixa seus desejos tomarem sua mente, sendo um pouco mais calmo e responsável (obviamente) pelas decisões de planos. Ele também narra boa parte do mangá.

Takehito Morokuzu: é o mais inteligente do grupo, além de ser (na minha opinião) o mais engraçado. Ele é meio Otaku, adora colecionar figuras de ação de ROBÔS GIGANTES (piada interna) e passa bastante tempo na livraria lendo coisas relacionadas aos seus hobbies. De certa forma, ele é o coração dos prisoneiros.

Jouji Nezu: também conhecido pelo seu apelido, Jô, é o mais quieto, porém mais devasso do grupo. Seus hábitos são bem peculiares (destacando-se pela sua criação de formigas). Possui uma doença estranha que o faz tossir bastante, as vezes saindo sangue, o que atrapalha sua comunicação as vezes.

Shingo Wakamoto: pessimista, é um pouco arrogante e narcisista, as vezes auto-confiante demais, porém é um dos mais leais (apesar de as vezes ser hipócrita quanto a isso). Nada a se destacar.

Reiji Andou: chamando de "André", definitivamente é o mais estranho. Reiji é masoquista, possui uma aparência bem diferenciada e age por impulso demais, porém não deixa de ser um belo alívio cômico.

 

Prison School é um mangá bem interessante por ser uma leitura bastante fluída, as vezes você lê vários capítulos de uma vez só sem perceber. Achei muito interessante como os protagonistas que não se gostavam muito (de certa forma se viam como inimigos) construíram uma amizade que os fez como um só, tentando aguentar a tortura da Prisão.

Em geral, o mangá é bem engraçado e tem uns momentos de tensão muito interessantes.


Deixarei aqui 5 prós e cons:

Prós:

- Bastante engraçado, muitas cenas me fizeram rir bastante.
- Os protagonistas possuem um desenvolvimento bacana e não obscurecem um ao outro nesse quesito.
- O traço realista cria algumas cenas medonhas. E isso não é um contra, combina bastante com a atmosfera da Prisão.
- Gera um certo hype, que faz o leitor devorar o primeiro arco rapidamente.
- Apesar de possuir um Ecchi forte, a leitura é divertida, então algumas pessoas (como eu) até esquecem que ele existe. (O Ecchi também é um contra, como falo abaixo).

Contras:

- Muitas cenas poluídas. Itens demais em uma única página.  
- Tem momentos que os personagens mudam de face muito rapidamente, com explicações bobas para a mudança e o retorno ao normal também não faz sentido.

Os três próximos contras são para o arco 2, que é o que eu pausei minha leitura. Eles podem ser considerados spoilers leves, mas achei melhor falar deles do que outros contras...

- Roteiro repetitivo, parece que estão tentando reconstruir o primeiro arco mas falharam miseravelmente, não ficou legal. A transição entre o primeiro e segundo arco foi bem bosta.
- Estão apelando demais para o Ecchi, fica muito cansativo, não está nada parecido com antes. Tem cenas bem pesadas para quem não curte o gênero, isso me desanimou bastante quanto a leitura.
- A amizade dos cinco ficou abalada por bobeiras sem sentido, se pensarmos no que eles firmaram no primeiro arco. Sério, brigas que não tem sentido algum.


No mais, é isso, galera. Vale a pena ler? Sim, pelo menos o primeiro arco.

O dia que eu retomar o segundo atualizo aqui falando o que achei (sem spoilers, claro).

Valeu, e até mais!



P.S.: Esse post demorou, mas eu o tinha começado antes de entrar em hiato com o blog, por isso nem comentei nada. Mas no post seguinte eu mencionei meu desaparecimento, como sempre.

domingo, 19 de março de 2017

REAL - Uma nova visão do Basquete

Olá, tudo bem com vocês?

Para quebrar esse pequeno "hiato" de publicações, venho aqui com um post de um mangá que comecei a ler recentemente e estou gostando bastante: REAL.

Capa do primeira volume.
Ando cheio de ideias para publicações no blog, mas sempre fica a dúvida de como desenvolvê-las, é complicado haha. Mas podem esperar uma postagem atualizada sobre o anime de Yu Yu Hakusho e uma sobre o mangá Blade - A lâmina do Imortal. O primeiro eu já fiz uma publicação, que é inclusive a mais popular do blog aparentemente (até porque o blog carrega o nome de uma técnica da obra hehe). Sobre ela, por diversos motivos não me agradou tanto o resultado final, já faz um tempo que a publiquei, li o mangá recentemente...enfim, há vários motivos para uma versão mais séria e atualizada. Já sobre Blade, eu venho querendo fazer tal publicação desde 2015, mas é um mangá que para mim é difícil desenvolver uma publicação bacana ainda, pretendo relê-lo e daí faço!

Continuando, sempre imaginei que minha primeira publicação do Inoue aqui no Blog seria sobre Vagabond, que foi um mangá de enorme impacto da  minha vida, me passou vários ensinamentos, me deu mais interesse em Samurais, me introduziu mais ainda no mundo dos mangás...é um título que "amo muito". Mas aí está outro motivo para eu demorar MAIS para falar sobre, não posso cometer um erro ao falar de um título que gosto tanto...

Enfim, sem mais delongas, vamos falar sobre esse mangá chamado Real.

Real é um mangá um pouco diferente - é uma narrativa de um esporte (no caso o Basquete) com deficientes.
Takehiko Inoue, seu autor, já publicou um mangá desse esporte, que inclusive fez bastante sucesso, sendo o nono mangá mais vendido da história (falo de Slam Dunk).

Mas REAL não é só sobre Basquete. É uma história de superação, persistência e trabalho em equipe.

Os  protagonistas da história - Tomomi Nomiya, Kiyoharu Togawa e Hisanobu Takahachi - da direita à esquerda.
"Hã? Como assim? Explique!"

Apesar de o plot do mangá centralizar-se no esporte, o que nos é mostrado é muito mais que isso.

Mas vamos por partes. O mangá tem três protagonistas, os quais citei nas imagens.
Como eles se ligam? A paixão por um esporte: o Basquete.

Tomomi Nomiya é o primeiro personagem apresentado para o leitor.
Fanático pelo esporte desde a infância, conhece diversos jogadores (inclusive todos seus penteados são em homenagem a algum). Jogava na equipe de sua escola como armador, estando em um nível de habilidade muito acima do restante da equipe. Acabou saindo da equipe por causa de seu temperamento agressivo, que resultava em muitas discussões com os outros membros do time.

Após 'largar' o basquete, sua vida começou a piorar. Apenas coisas ruins aconteciam, o desempenho escolar foi de mal a pior, e acabou desistindo depois de um episódio de impacto: uma noite resolveu dar uma saída e convidou uma garota aleatória que encontrou na rua para dar uma volta com ele de moto, e após um acidente, deixou-a paralítica.
Após isso começa a ficar se remoendo como culpado e sua vida se torna um caos.

Kiyoharu Togawa, aparece logo no primeiro capítulo. Nomiya junto de Natsumi (a garota paralítica) foi a uma quadra de Basquete e lá o encontrou, jogando basquete em uma cadeira de rodas.
Togawa era membro da equipe de basquete de cadeira de rodas Tigers, com uma velocidade fora do comum. Nomiya, resolveu desafiá-lo para uma partida rápida. Pôs Natsumi sentada no chão, e mandou Togawa ir para a cadeira de rodas dela, já que ele queria ficar na do seu oponente, que era mais estilosa. No fim, acabou perdendo a partida, mas foi uma experiência proveitosa.

Togawa ficou deficiente após uma um tumor desenvolver-se em sua perna, e para impedi-lo de se espalhar pelo resto do corpo, teve de amputá-la. Isso o deixou frustrado, mas um dia assistiu encontrou os Tigers e então, entrou no time.

Hisanobu Takahachi capitão do time da escola e ex-colega do Nomiya. Fã de basquete desde novo, gostava de jogar com seu pai. Primeiro aluno da turma, popular com todos. Lotado de garotas a sua volta. Gosta de classificar todos em níveis (A à E). Não falarei muito dele, sua história é melhor de se conhecer lendo o mangá.

Real é um mangá diferente.
Primeiramente, pela sua arte:

Inoue sempre impressionando na arte.
Segundo, pela complexidade dos personagens. 
Yamauichi Hidetoshi.
Esse cara da imagem, tem uma doença que aos poucos foi o destruindo: primeiro ele não podia mais andar, e futuramente ficaria de cama só podendo mover a cabeça e os dedos, até que com 20 anos, morreria. 
Mesmo assim, ele continua com pensamentos positivos, sem se deprimir. Ex-membro do Tigers, ele é um dos dois heróis de Togawa.

Terceiro.  A Forma que o mangá trabalha com os sentimentos do leitor.


Conforme fui lendo a obra, como diria o Luan Santana, senti uma Explosão de Sentimentos.
Sabe, você consegue sentir-se de forma profunda na trama. Cada personagem e suas histórias, felizes ou tristes. Alegria, tristeza, alívio, surpresa, raiva, pena, euforia...

Cada capítulo consegue te fazer sentir várias coisas, sejam elas seguidas ou simultaneamente. 
Sensacional.


O mangá é super fluído, li todos capítulos publicados, em dois dias!

(O mangá atualmente tem 14 volumes e 84 capítulos e encontra-se em hiato faz mais de um ano aparentemente, junto de Vagabond, o trabalho principal de Inoue atualmente).

Conclusão: REAL é um mangá incrível, ele nos mostra que independente do desafio, da dificuldade ou situação, um sonho não é impossível. E mesmo que a vida nos tire o que mais amamos, algo que nunca nos imaginaríamos sem, voltar a sorrir e viver não é coisa de outro mundo.


É pessoal, fico por aqui. Até outro dia...espero que tenham gostado do post!

Comentem, compartilhem nas redes socais, deem aquele +1 para me ajudar.
Muito obrigado  por lerem, e, um abraço!


sábado, 25 de fevereiro de 2017

Queen - Rock n' Roll em várias faces!

Olá, tudo bem com vocês?


Hoje falarei de algo diferente do tema central de mangás, para dar aquela variada, entende?  

Uma banda que gosto bastante, sendo uma de minhas favoritas...


A banda Queen!
A banda surgiu à partir de um projeto antigo de banda, chamada "Smile", formado por Brian May, Roger Taylor e o baixista Tim Staffell. Mas esse grupo acabou e daí Freddie Mercury, John Deacon, Brian May e juntamente de Roger Taylor, em meados de 1970.
A banda tem como gêneros principais o Hard Rock, Rock Progressivo e o Pop Rock.


Membros


Freddie Mercury.
Freddie Mercury, o membro mais conhecido da banda, era o pianista e vocalista, dotado de uma incrível e penetrante voz.

Nascido em Zanzibar, na Ilha de Unguja, atual Tanzânia (na época era colônia inglesa), no dia 5 de Setembro de 1946, ele foi um grande marco na história do Rock, graças aos elementos acima citados, unidos de um carisma especial, tornando-o 'imortal' no mundo do Rock.

Seu nome de batismo era Farrokh Bulsara, estudou em uma escola para moços em Bombaim, já sendo grande apreciador da música.

Aos 12, montou uma banda escolar, e durante essa época que ganhou a alcunha "Freddie".
Apesar de ser apreciado pelos mais velhos devido ao seu talento musical, ele sofreu muito bullying  de seus colegas por ter uma personalidade afeminada.

Em 1969, já morando em Londres, iniciou uma banda chamada Ibex, depois passando a chamar-se Wreackage, e passando a integrar-se ao grupo Sour Milk Sea depois.

Em 1970 uniu-se ao grupo Smile, e adotou o sobrenome artístico Mercury, baseado em uma canção de sua infância.

A Rainha usando uma coroa?
Diferente do que muitos pensam, Mercury não é GAY, ele é BISSEXUAL, inclusive, o maior amor de sua vida foi uma mulher, a qual falarei mais para frente.

Mercury contraiu AIDS durante um momento de descuido em sua vida, e acabou sucumbindo a uma doença mais para frente, morrendo então no ano 1991, em 24 de novembro.
Mesmo sabendo de seu estado, continuou a gravar músicas até suas forças esgotarem-se, pois sabia, que cedo a banda acabaria, sem o vocalista original (e, felizmente, ela continua ativa até os atuais dias! A qualidade não é a mesma, longe disso, mas continuamos a ter uma grande banda - até porque banda não é só vocalista, não!). 

"Seguindo a enorme comoção da mídia nas últimas duas semanas, eu gostaria de confirmar que fui testado como soropositivo e tenho AIDS. Eu senti que era melhor manter isso privado até agora para proteger a mim e àqueles ao meu redor. No entanto chegou a hora de meus amigos e meus fãs saberem a verdade, e espero que todos se juntem a mim e aos meus médicos na luta contra essa terrível doença. Minha privacidade sempre foi importante para mim e sou famoso por minha falta de entrevistas, por favor, entendam que essa política continuará."

Seu funeral ocorreu em Londres três dias depois, assistido por trinta e cinco pessoas, incluindo a família de Freddie, os membros e o empresário do Queen, Mary Austin, Jim Hutton e poucas outras pessoas. O corpo do cantor foi cremado no Cemitério de Kensal Green e suas cinzas foram entregues a Mary Austin, e apenas ela, Jim Hutton, a família do cantor e os membros do Queen sabem onde as cinzas foram depositadas, e nunca revelaram seu paradeiro.


Brian May.

Brian May, é o guitarrista e back-vocal da banda, além de ter atuado como compositor de algumas músicas, incluindo a famosa "We will rock you" e "The Show Must Go On". (Curiosamente, essa primeira é a única música da Banda que não gosto, quando eu era menor, a odiava). 

Um dos fundadores da banda, possui grande renome mundial, e suas canções influenciaram muitos.
Como exemplos, temos Eminem, Metallica e Elton John.

Estudou no Imperial College of London Astro-física, interesse de infância.
Um fato legal de se mencionar, é que ele queria uma guitarra aos 16 anos, mas seus pais não tinham condição de comprar uma, porém, o pai que era engenheiro elétrico propôs que fizessem uma juntos, essa veio a se chamar 'Red Special'.

A guitarrinha caseira!
Sobre a Smile vocês já sabem, essa parte pularei.

Ele formou-se em 1969, e chegou a iniciar seu doutorado, mas acabou o largando pois precisava escolher uma de suas grandes paixões a dedicar-se: A música, ou Astro-física.

É legal mencionar que ele publicou alguns livros bem famosos em sua área, entre eles, o título "Bang!".


Após a morte de Freddie Mercury, o guitarrista se lançou em carreira solo com o álbum ‘Back to The Light’ e veio à América Latina para dar início a uma turnê mundial, brindando os cariocas com um show no ‘Imperator’ em novembro de 1992. Essa turnê, que se prolongou durante todo o ano de 1993, rendeu o álbum ‘Live at The Brixton Academy’. Em seguida, Brian reuniu-se a Roger Taylor e John Deacon para terminar o álbum ‘Made in Heaven’, o último trabalho do Queen com Freddie no vocal.



Em outubro de 2002, o Queen foi homenageado com uma estrela no Calçadão da Fama, em Hollywood, juntando-se aos Beatles como uma das poucas bandas não-americanas que ganharam este prêmio.
A canção “We Will Rock You” de Brian foi destacada por ser uma das músicas mais tocadas nos EUA, bem como um hino de esportes para centenas de organizações e equipes de todo os EUA

Em outubro de 2007, concluiu seu Ph.D., tornando se assim o primeiro guitarrista com tal feito.

John Deacon.
John Deacon nasceu no dia 19 de Agosto de 1951, em Leicester, Reino Unido. 

Estudou no Chelsea College of Science and Technology; eletrônica.

Quando menor, ele gostava de aparelhos eletrônicos, e daí ganhou uma guitarra plástica de sua mãe.
Aos onze resolveu economizar e comprou uma real. Nessa época, com alguns amigos ingressou em uma banda, como guitarra-base, e mais tarde ficou com o contra-baixo.

Não dando certo, decidiu ir à Londres estudar, até que um amigo avisou de um possível emprego em uma Banda.

Acabou aceita na banda Queen, e assim começou seu trabalho como baixista, o que continua até os dias atuais.

Aliás, foi ele que escreveu "You're My Best Friend", "Spread Your Wings" and "I want to Break Free".
Muito bacana, não? A primeira citada me lembra de um grande amigo, pois quando eu a escutei pela primeira vez, estava fazendo um favor a ele. Haha.

I want to break free...Oh I want to breaak free!
                                                    O único membro que faltava citar, ufa!


Roger Taylor.
Nascido no dia 26 de Julho de 1949, em King's Lynn, Inglaterra. 
Desde novo, já tinha algum tipo de contato com a música, formou uma banda com colegas, tocava Ukulele.

Estudou Biologia, no London Hospital Medical School.
Foi lá, em Londres, que conheceu os membros do Smile, o pré-Queen, como eu já falei.

Chegou a compor algumas músicas também, entre elas "A Kind of Magic" e "Radio GaGa".

Ele é o tecladista, guitarrista, baterista e entre muitos outros. Basicamente um mestre musical, hehe.
No Queen, sua atuação é de baterista.






Agora que falei um pouco sobre a história e membros da banda, falarei sobre o que mais importa: músicas.




As músicas da banda são muito belas, sua maioria com mensagens espetaculares, e existem sentimentos dos integrantes nelas, já que são compostas (senão todas, a maioria) pelos membros da banda.

A sintonia de voz e instrumento é belíssima, são poucas músicas que me dão tanto gosto de ouvir.

O acervo de músicas é enorme, e muitas delas fizeram um enorme sucesso mundial.
Sabe, nem os Beattles tiveram tanto alcance. Gosto deles, não sou tão especializado em música para dizer qual é o melhor, mas mesmo com nome, eles não batem a popularidade do Queen. Muita gente só ouviu o nome, mas nem ouviu as músicas.

As do Queen, estão sempre tocando, em propagandas, eventos, shows, usadas em covers...
É sério, provavelmente uma pessoa regular que nem gosta de rock já deve ter escutado pelo menos 4 músicas da banda, no mínimo.


Digo isso, pois antes e depois de virar amante do Queen, eu ouço músicas deles direto, na TV, Internet e na rua.

O primeiro álbum.
Bem, o primeiro álbum foi esse daí de cima, nomeado "QUEEN". Não possui nenhuma música excepcionalmente famosa, mas ele é muito bom. Ouvi algumas de suas músicas, inclusive a Liar, ouvi hoje.

Óbvio que não falarei de todos álbuns, apenas de alguns. Gehehe.

É difícil falar que escolhi os melhores, pois no meu caso, vai muito de gosto. Escolhi aqueles com músicas que me inspiram, que gosto de ouvir e me trazem boas lembranças. 

Sheer Heart Attack

XI HATTOU ATTAQUI!! Quem entendeu, entendeu...
Sheer Heart Attack é o terceiro; um álbum ótimo, se destacando as músicas "Killer Queen", "Flick Of The Wrist" e "Now I'm here".

São músicas fantásticas.


O quarto disco da banda.

Este é um álbum que eu não tive tempo para apreciar muito, mas ele contém algumas faixas ótimas, entre elas uma das músicas mais famosas da banda: Bohemian Rhapsody.

Bohemian Rhapsody é uma música fantástica, a letra dela tem uma história bacana.

"Is this the real life?
Is this just fantasy?
Caught in a landslide.
No escape from reality.

Open your eyes.
Look up to the skies and see.
I'm just a poor boy,
I need no sympathy."

Ela fala sobre um homem que está dando fim a sua vida, e assim, ele pede "desculpas" a sua mãe e tem seus últimos pensamentos.

Outra fantástica desse álbum é a "Death on Two Legs", um rock progressivo bacaníssimo.
É legal mencionar "I in  Love with my Car", pois o vocalista principal é o Roger Taylor, dá um ar diferente, é legal. É Queen, visto de uma nova face.

É aqui que fica a "You're my Best Friend", que falei anteriormente.
The Prophets Song é interessante, tem um trabalho vocal e instrumental diferentes do que eu vejo usualmente na banda.

Bem, não dá para falar de toas músicas, encerrarei com outra bem famosa também; Love of My Life.

Essa música é muito interessante, ela foi inspirada em uma mulher a qual Mercury amou mais do que qualquer pessoa, o amor da vida dele.
O nome da moça é Mary Austin, e os dois tiveram um longo relacionamento, mas que não deu certo, porém terminou em uma longa amizade.
O namoro terminou após Mercury contar-lhe que era bissexual, 

Em seu testamento, Freddie deixou para ela sua mansão em Londres, assim como a detenção de todos os direitos autorais de sua discografia, o que continua a render a Mary milhões de libras todos os anos. A moça ainda vive com sua família na casa de Freddie.

News of The World, by QUEEN.
Esse é o sexto, possivelmente o álbum mais conhecido da banda, contendo faixas famosíssimas.
"We Will Rock You", "We Are the Champions", "Sheer Heart Attack" e "Spread Your Wings" entre elas.

Não falarei de We Will Rock You, particularmente, não faz meu gosto.

We Are the Champions é fantástica, uma música alegre e com teor positivo.
Essa música pode alegrar qualquer um, a qualquer momento. Inclusive, uma pesquisa afirma que esta é a música mais alegre existente, haha. É uma música contagiante.

Sheer Heart Attack é bem bacana, diferente, acelerada. 

Spread Your Wings é bacana também, mas não a ouço com frequência.

                      The Game, o oitavo álbum.
Esse álbum é ótimo, com várias músicas bacanas, bem divertidas.
As que mais ouvi foram Play the Game e Another One Bites the Dust.

Another One Bites the Dust é fantástica, muito boa. Teve uma época que eu a ouvia sem parar, seguida de Killer Queen. (Parece coisa de fã de JoJo, mas nem era. Ou era?).

Décimo quarto álbum da banda.

Serei sincero, eu só ouvi a música que tem o mesmo título do álbum, Innuendo.
É fantástica, mesmo não tendo ouvido o álbum em si, eu precisava passar o nome dela.
Ouçam, é algo diferente das músicas em geral.

Entra no meu TOP 5.

Ok, agora falemos de meu álbum favorito, o último de estúdio da banda...


Made In Heaven!
Esse álbum é tudo o que eu falei da banda em um só...

É magnífico, não tenho palavras precisas para explicá-lo.

As músicas são belíssimas.

A minha música favorita é a de mesmo nome do álbum, Made In Heaven.

Antes falarei da história dele.

Esse álbum foi lançado após a morte do vocalista original da banda, mas com faixas previamente gravadas. Os membros da banda reuniram-as, fazendo uma compilação bacana.
Algumas eram músicas ainda não lançadas, outras versões retrabalhadas de músicas do Mercury, como a própria Made In Heaven, que era do álbum solo do cantor, chamado "Mr. Bad Guy".

E foi um ótimo trabalho, não há nem comparação entre as duas versões.
A letra é belíssima, somada ao trabalho do guitarrista Brian May, baixista John Deacon e o baterista Roger Taylor...

Admito que de início eu estranhava o álbum, mas depois de aprecia-lo corretamente, tudo mudou.
Na verdade, pela primeira vez eu só escutei por causa de Jojo's (algo que falarei rapidamente à frente).

Eu poderia ficar falando muito do álbum, mas acho que deixarei isso para outro dia...




Após a morte do vocalista, a banda teve dois projetos grandes para continuar viva.

QUEEN+Paul Rodgers
Esse "supergrupo" foi formado pelo vocalista Paul Rodgers unido ao May e Taylor em meados de 2004.
John Deacon aposentou-se em 1990, e tornou-se um recluso social, por vários motivos. (Entre eles uma depressão após a morte de Freddie Mercury).
Eles chegaram a gravar alguma coisa e apresentaram shows, mas infelizmente, não caíram muito bem no gosto da crítica.

Sinceramente, na minha opinião, o Paul Rodgers combina muito bem com o QUEEN, que é uma banda de rock. A voz dele é bem diferente (me lembra um pouco o Taylor), muita gente não gosta pois não é o Queen clássico.
Mas ao menos, não parece um cover.

Eu curti a voz dele, acho que as pessoas que pensam o contrário (em sua maioria) só ouviram as músicas com pouco vocal dos outros membros, principalmente do Roger Taylor que canta muito!

Creio que o maior problema dele, além de não alcançar notas altas, ser mais de notas graves, foi a falta de carisma.

Ao fim de 2009, quando encerrou-se esse grupo nasceu outro:

Queen+Adam Lambert.
Então uniram-se com Adam Lambert, e até hoje tocam, inclusive tocaram no ROCK IN RIO 2015.
Serei direto: Não curto o Adam. A voz é boa, mas é POP demais. Em termos técnicos, ele é "Melhor" que o Mercury, por alcançar notas mais altas, mas eu não curto, parece um cover profissional puxado para um estilo alternativo, tipo "music x versão metal".

Talvez me crucifiquem por isso, mas sabe, é só minha opinião. Ele é bom, só prefiro o Paul Rodgers.

E na verdade, nem ele me satisfaz tanto. A banda foi dobrada pela metade, igual um papel.
Perderam dois membros de peso, o incrível baixista e vocalista. A diferença é perceptível. 

Bem, antes de encerrar esse tópico, recomendo que procurem "Queen Extravaganza/Marc Martel".

Ele sim merecia ser vocalista de um novo super grupo, o cara faz cover e canta melhor que o Adam...(Parei, é só opinião!!)



Agora vamos ao tópico final.

"Pô, Arthur, chega, né?" 

Calma, calma. Tem uma coisinha legal. Essa é para os fãs de um certo mangá bizarro....
É, estou falando de JoJo.

Nos meus posts de JoJo cheguei a falar um pouco sobre...

Jojo é uma obra que incorpora muitas referências da cultura POP geral, e claro, não poderiam faltar referências ao Queen.

Citarei as principais:

Se você não gosta de Jojo, só scrolla para o final do post.

CONTÉM SPOILERS DE JOJO DA PARTE 4 E 6, SE NÃO OS QUER, PULE ATÉ ONDE APARECER "FIM DOS SPOILERS"!





KIRA KUIN!
O stand Killer Queen, do antagonista principal de Diamond Is Unbreakable, foi nomeado em homenagem a música "Killer Queen".

Mas dentro dele, existem duas outras homenagens:

XI HATTOU ATTAKU
Já a bomba secundária, por sua vez, referencia o álbum/música Sheer Heart Attack, partilhando o mesmo nome.

BAIT ZA DUSTO!
Já a terciária, o Bites the Dust, referência a música "Another One Bites the Dust".

Agora, na parte 6...

Made In Heaven!

A forma final do Stand de Pucci, Made In Heaven, ao alcançar o "Heaven". Não é exatamente uma forma, é um outro stand, nascido à partir do WhiteSnake e o processo para alcançar os Céus.

Ele é uma referência ao álbum/música Made In Heaven.

Seu nome na edição da revista era Stairway to Heaven. Crê-se que a mudança de nome seja relacionada ao fato de a letra da música da banda Queen ser mais compatível com o stand.






FIM DOS SPOILERS                                FIM DOS SPOILERS 


Menção Honrosa

Bem, falei de muita coisa, mas não posso deixar de mencionar "Under Pressure",  a minha segunda música favorita da banda.

Ela é incrível como Made In Heaven, temos dois grandes vocalistas nela.

Mercury e David Bowie! (Killer Queen com Kira!) 

Bem, deixarei o vídeo aqui, espero que confiram!

Curiosidade: A batidinha da música, da bateria, foi reaproveitada no hit do Rapper Americano "Vanilla Ice", em Ice Ice Baby.  <Mais uma referência usada em JoJo!>




E, é isso, galera! Espero que tenham gostado do post.
Compartilhem com amigos, colegas, família...comentem!

Até mais!

P.S.: Tenho prometidos alguns posts...análise FE13, Zelda ALBW, JoJo Parte 4 (Sinopse do anime), JoJo parte 5 (análise do mangá)...E aqui vem mais um: A próxima banda que falarei será "In Extremo", uma de Folk Metal, lá da Alemanha, recomendada a mim por um amigo.

Não prometo data de nenhum desses. E é isso, um abraço!